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Quixabeira - Sideroxylon obtusifolium

A Quixabeira (Sideroxylon obtusifolium) é uma árvore da família Sapotaceae, É também conhecida pelos nomes de quixaba, quixaba-preta e rompe-gibão.

Características

A Quixabeira é uma árvore de até 15 m , da família das sapotáceas. A madeira é dura; a casca tem propriedades adstringentes e tonificantes; as folhas e os frutos são forrageiros. Possui espinhos fortes, folhas coriáceas, flores aromáticas. A quixabeira é uma espécie que ocorre na região da caatinga no Nordeste, na restinga da costa litorânea do Ceará e do Rio Grande do Sul, no Pantanal Mato-Grossense,sendo muito freqüente no Vale do São Francisco. É característica das várzeas úmidas e da beira de rios da caatinga arbórea, das restingas litorâneas e da mata chaquenha do Pantanal Mato-Grossense (LORENZI1998). Sua ocorrência segundo Lorenzi (1998), se dá preferencialmente em solos argilosos e ricos em cálcio e apresenta distribuição predominantemente descontínua ao longo da área que ocupa. A árvore é perenifólia e possui copa densa e elegante, sendo utilizada com sucesso na arborização de fazendas, tanto no Pantanal Mato-Grossense como na região Nordeste. A madeira também é usada em carpintaria e no artesanato, por exemplo, na modelagem de esculturas (carrancas). Devido à degradação ambiental, a quixabeira é mais uma espécie ameaçada de extinção.

Frutos

Os frutos, denominados de quixabas, são comestíveis e avidamente procurados por pássaros e outros animais silvestres. Estes frutos apresentam formato globuloso de coloração roxo-escuro, similar aos frutos de jabuticabeira

Época de frutificação e florada

A espécie floresce durante os meses de outubro a novembro, quando há o surgimento de nova folhagem. Os frutos amadurecem nos meses de dezembro a fevereiro. Produz anualmente abundante quantidade de sementes viáveis, que são disseminadas pela avifauna.

Cultivo

Ainda não disponivel.

Aves mais atraídas pela planta

Uma legião de aves se alimentam dos frutos desta planta: Sabiás, sanhaçus, bemtevis, araras, papagaios e periquitos, anuns, tinamídeos, cracídeos e outras como Icterus icterus, Coryphospiingus pileatus.

Ocorrência natural

Região da caatinga no Nordeste, na restinga da costa litorânea do Ceará e do Rio Grande do Sul, no Pantanal Mato-Grossense,sendo muito freqüente no Vale do São Francisco. É característica das várzeas úmidas e da beira de rios da caatinga arbórea, das restingas litorâneas e da mata chaquenha do Pantanal Mato-Grossense (LORENZI1998).

Referências